Carta: Bartenders e fazendeiros são o que a política dos EUA precisa


A carta de Jorge Alberto Chico (5 de outubro) sugere que os teóricos da conspiração continuarão a dominar a política americana enquanto os 10% mais ricos “não se envolverem no processo político”.

Não tenho certeza se Chico estava nos trollando, mas uma pesquisa rápida confirma minha suspeita. Do 117º Congresso dos Estados Unidos, 96% de seus membros tinham formação universitária. As profissões mais bem representadas são direito, negócios e “serviço público”. Por algum tempo, o patrimônio líquido médio de um representante na Câmara foi de cerca de US$ 800.000, e no Senado entre US$ 1,5 milhão e US$ 3 milhões.

Isso se compara a cerca de US$ 120.000 ou menos para os americanos médios (exceto pouco antes do crash de 2008). O que Chico chama de “establishment” – os ricos, os educados – são os teóricos da conspiração, mesmo que estejam apenas fingindo indignação.

O verdadeiro problema é que pequenas minorias de centristas e extremistas têm muita influência na política americana. Nem a educação nem a riqueza o tornam imune às teorias da conspiração. Assim, envolver mais bartenders esquerdistas (Chico menciona Alexandria Ocasio-Cortez) ou fazendeiros conservadores melhoraria a política americana muito mais do que ainda mais advogados e empresários.

Justin Evans
Washington, DC, EUA



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